sábado, 4 de fevereiro de 2012

O sofá !!



Lá fora fazia frio, o ar estava pesado, cheirava a tempestade…

Tinhas me avisado que não podias demorar muito, a chefe estava cá e a hora do almoço iria ser apertada, não fazia mal, pensei. Vai ser bom na mesma, era sempre bom!
Começara a pingar, pensei que ias chegar atrasado. Fui espreitar apenas por descargo de consciência, mas não, lá vinhas tu quase a voar!

Entraste a sorrir, e de repente levantas-te me do chão e beijas-me com ternura. As minhas pernas abraçam a tua cintura, e rodopiamos na sala. Já não me lembrava como tinhas força, parecia que pegavas numa criança pequena, tal era a ligeireza com que te movias.
Apenas vestia uma túnica branca curta que cobria apenas o suficiente. Agarraste-me as nádegas que ficaram expostas pela posição, e beijas-te me desta vez com ardor. A camisa que trazias já estava quase toda desapertada que deixava antever um peito depilado, macio.

Ao teu colo permaneço e caminhas em direção a um local que sabes que adoro de paixão. Segredavas-me ao ouvido, eu lembro de tudo, e sorrias com um ar de menino traquina. Pousaste-me suavemente no sofá como quem deposita um bem precioso, e começaste-me a beijar o corpo. Primeiro os tornozelos e foste subindo, como que a explorar algo que tu tão bem conhecias. Estremeci a cada beijo, sopravas de seguida e sabias que me arrepiavas até á medula! Entre as coxas embrenhaste numa tarefa que me fez delirar e desejar mais e mais. Mas ainda era cedo, eu também queria brincar, pensei.
Sentado á minha frente pude contemplar como eras belo, em todos os sentidos. Lambi o pescoço, o lóbulo da orelha foi mordiscado, sentia-te a arrepiar a cada passo, fazendo uma estrada com a língua cheguei às virilhas, prolonguei sabendo que estavas a adorar cada segundo. Finalmente pude também eu sentir o quão bem sabias. Estava na hora de te sentir todo e aquela posição era fatal, sentei-me ao teu colo, e meu deus como isto é bom! Não foi preciso muito para que as explosões se sucedessem em catadupa, aquela posição era a minha preferida.
Um sofá é uma mina de posições fantásticas. E tu sabias como tirar partido dela, o tempo escasseava por isso não podíamos dar ao luxo de percorrer outras divisões da casa como era hábito, ficamo-nos por ali mesmo, saciados. É sempre bom, pensei eu.

Lá fora fazia frio, mas cá dentro o calor que nos alimentava as almas era aconchegante!

Sem comentários:

Enviar um comentário